E agora,
Que eu choro todos os dias,
Que eu choro todos os dias da tua ausência.
E agora,
Que eu não sei mais sorrir,
Que eu não sei mais sorrir nem por aparência
E agora,
Que eu não tenho mais vontade de acordar,
Que eu não tenho mais vontade de acordar, mas também não suporto mais sonhar.
E agora,
Que eu desejo dormir o dia inteiro
Dormir o dia inteiro todos os próximos dias,
No escuro
No meu antigo agora atual e novamente escuro
E agora,
Que eu só me sinto “bem” na minha cama,
Só me sinto bem só, na minha cama
No escuro.
E agora,
Que só me abraçam as cobertas da minha cama
Só me abraçam as cobertas escuras que custam a me esquentar, na minha cama.
E agora,
Que eu não vejo mais graça em comer,
Não vejo mais graça em comer, beber, nem rir
E agora que eu não vejo mais nada.
Eu só me vejo no escuro,
Abraçada por minhas cobertas quentes,
Sem comer, beber, nem rir o dia todo,
Na minha cama,
Balançando-me para dormir.
Apagar e desligar-me de tudo.
Rezando para não ter sonho algum
Apenas dormir, ir para o escuro, e lá ficar
Desligada, sem mais acordar.
E agora é isso,
E agora é todo dia isso o que eu faço.
E agora essa é minha calma.
E agora é esse,
O meu jeito de paz.
Tainá Dietrich 13.07.2010
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